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sábado, 11 de fevereiro de 2012

CBRE aponta perspectivas perante a crise

Numa análise aos países europeus e com destaque para Portugal, a CBRE apresentou algumas previsões para o novo ano, na conferência “O Mercado Imobiliário em Transformação: Receios e Oportunidades para 2012”, realizada no passado dia 24 de janeiro, no auditório João Morais Leitão.

Com o objetivo de esclarecer muitas das dúvidas levantadas pelo sector numa altura de fragilidade económica, estiveram reunidos destacados especialistas em diferentes áreas, tais como Peter Damesick, EMEA Chief Economist da CBRE, João Moreira Rato, Diretor Executivo da Morgan Stanley, Pedro Coelho, Administrador da Square Asset Management, Bernardo Espírito Santo, Diretor Geral do BES, António Vieira Monteiro, Administrador do Banco Santander Totta e Nuno Fernandes Thomaz, Administrador da Caixa Geral de Depósitos.

Peter Damesick, EMEA Chief Economist da CBRE, abriu a conferência com uma apresentação da situação atual e previsões dos próximos anos. “Numa perspetiva geral e observando a evolução do Produto Interno Bruto desde 2008, período anterior à crise, até ao terceiro trimestre de 2011, Portugal apresenta uma quebra inferior a 5% e é dos países que menos alteração sofreu, comparado com países como a Grécia (-10%)”, constata Peter Damesick.

“Foi em 2011 que os países reconheceram que estavam em crise, e em 2012 os países continuarão em crise. Nesta, os países da Europa do Norte estão mais próximos da recuperação do equilíbrio, para onde os países europeus estão também direcionados, mas com ritmos diferentes. Questões como a recapitalização dos bancos, o refinanciamento da dívida italiana, a Grécia e o aperto do mercado de crédito, são os primeiros problemas que a União Europeia precisa de resolver”.

“Ao nível do imobiliário, entre as principais tendências do mercado europeu destaca-se o abrandamento na procura de escritórios em linha com a incerteza económica, a recuperação lenta das rendas prime, a procura de retail que favorece os mercados prime e a diminuição da promoção imobiliária no sector dos escritórios e retail” acrescentou ainda Peter Damesick.

A segunda apresentação da conferência coube a João Moreira Rato, Diretor Executivo da Morgan Stanley, que apresentou alguma diretrizes possíveis para fazer frente à crise.

“As crises financeiras acontecem por razões diferentes mas têm características comuns. Está bem identificado pelos economistas a melhor forma de as resolver. A melhor forma é mais custosa no curto prazo mas permite às economias crescer a prazo. Evitar os problemas e os custos no curto prazo conduz a estagnação a prazo. O Chile e o México nos anos 80 são um exemplo positivo e negativo de formas de resolução de crises financeiras.”

Para João Moreira Rato, “as boas práticas passam por assegurar a liquidez do sistema, fazer com que os bancos reconheçam as perdas e permitir que os activos problemáticos sejam geridos de forma transparente e independente por gestoras para os quais tenham sido transferidos com um justo valor. Na visão do Diretor Executivo da Morgan Stanley, “proteger gestores e acionistas pode conduzir a problemas de moral hazard.”
Fonte: CBRE

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