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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Os bancos continuam a atribuir cada vez menos valor às casas

Os bancos continuam a atribuir cada vez menos valor às casas, na hora das avaliações para efeitos de concessão de crédito à habitação. Em termos médios, os bancos avaliaram o m2 da habitação em 1.026 euros em outubro.O valor representa uma descida de 0,1% face a setembro, mas uma queda de 6,1% face à avaliação feita um ano antes.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta segunda-feira, a desvalorização mensal da habitação deveu-se sobretudo à diminuição de 0,3% do valor médio de avaliação dos apartamentos, que mais que compensou o aumento de 0,3% observado nas moradias. Numa análise por regiões, Lisboa (-0,4%), Norte (-0,2%) e Centro (-0,3%) foram as que mais influenciaram o decréscimo mensal do valor médio de avaliação para o total do País.

Já na comparação homóloga, a generalidade das regiões registou taxas de variação homóloga menos negativas que as observadas no período anterior. A região de Lisboa, com um valor médio de avaliação de 1.217 euros/m2, ao qual correspondeu uma diminuição de 8,5%, foi a que mais contribuiu para a diminuição homóloga do valor médio do total do País.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Aktiv, a casa pré-fabricada do ikea (vídeo)


Chama-se aktiv é a primeira casa pré-fabricada do ikea. trata-se de um projecto idealizado pelaempresa sueca em conjunto com o estúdio de arquitectura norte-americano ideabox. o imóvel terá uma área de 69 m2 e está dividido em dois espaços fundamentais: de um lado a suite e do outro a cozinha e a sala, de forma a tirar máximo partido do espaço existente
casa aktiv, que em português significa activa, está concebida para os amantes do ikea, estandoequipada apenas com produtos da marca sueca. apesar de se tratar de uma casa “low cost” – está disponível a partir de 86 mil dólares (65 mil euros) –, está equipada com tecnologia led, bem como de outras particularidades. o exterior é coberto com placas de metal ondulado e fibra de cimento

artigo publicado em excite.es

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Prestação da casa volta a descer em Maio 2012

Prestação da casa em queda. Euribor no mínimo desde junho de 2010

casas
2300 casas foram entregues à banca
D.R.
17/04/2012 | 12:03 | Dinheiro Vivo
Há boas notícias para as famílias com crédito à habitação. A Euribor, principal indexante no cálculo da prestação da casa, continua em queda deixando antever assim novas descidas da prestação da casa. A taxa a três meses já se encontra no valor mais baixo desde junho de 2010.
As taxas Euribor mantêm o seu ciclo de descida, em todas as maturidades, reflectindo a descida da taxa de juro de referência da Zona Euro, levada a cabo por Mario Draghi, que colocou o juro em 1%, o valor mais baixo de sempre, bem como as medidas adicionais que o Banco Central Europeu (BCE) tomou recentemente.
Desta forma, a Euribor a três meses, taxa que serve sobretudo de referência ao crédito às empresas assim como aos empréstimos à habitação mais recentes, caiu abaixo da fasquia dos 0,75%, o que já não acontecia desde Junho de 2010.
A Euribor a três meses desceu hoje para 0,746%, o valor baixo de há quase dois anos. Já a Euribor a seis meses, a principal taxa de referência no crédito à habitação em Portugal, recuou 0,3 pontos base para 1,041%, também o valor mais baixo de junho de 2010. Já a Euribor a 12 meses caiu para 1,372%.
As taxas continuam assim em queda reflectindo também a operação de cedência de liquidez do BCE no montante de mil milhões de euros a três anos. 
Com as recentes quedas as famílias cuja revisão da prestação ocorra no próximo mês de Maio, e por isso terão Abril como referência, já deverão assistir a mais uma descida da prestação da casa.
 As Euribor continuam a reflectir a taxa de juro do BCE, que está em mínimos históricos, bem como a injeção de liquidez a três anos

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Há um crescente número de promotores imobiliários a optar para o arrendamento de curta duração. Algarve, Lisboa e Porto já aderiram.

Empreendimentos residenciais do Algarve estão a escolher o arrendamento de curta duração, contornando, assim, a dificuldade actual na venda de casas. O facto de Portugal ser, neste momento, um risco para o investimento devido à intervenção da ‘troika', leva os estrangeiros a adiar operações de compra até que o País volte a apresentar uma situação financeira estável. "O mercado residencial tem de esperar que o País saia da actual situação de risco, porque os investidores não querem avançar com a aquisição de casas neste enquadramento", adverte o administrador da Entreposto Gestão Imobiliária, Duarte Guerreiro. Este facto levou a Entreposto a avançar para o arrendamento de curta duração nos empreendimentos em venda, como é o caso do edifício Convento das Bernardas, em Tavira, com a conclusão prevista para Abril próximo. "Temos uma lista grande de clientes, mas a concretização das vendas está dependente do cumprimento do défice deste ano. Só assim os investidores acreditarão que o País irá manter-se no euro", adverte Duarte Guerreiro. O Convento das Bernardas resultou da recuperação de um convento quinhentista num empreendimento com 70 apartamentos. Tavira é uma cidade muito procurada por estrangeiros para a aquisição de uma segunda habitação, principalmente de noruegueses - existe mesmo uma grande comunidade de habitantes do país nórdico -, mas também de ingleses e suecos.
No segundo empreendimento algarvio do grupo Entreposto, o Lux Tavira (localizada perto da Ria Formosa e composto por 48 moradias e 12 apartamentos), a estratégia passou pela construção de uma ‘guest house', para estadias de curta duração, com algumas das fracções que ainda não foram vendidas. "Agora as vendas nos empreendimentos acontecem quando estão prontos e os clientes querem ver, sentir a casa e depois é que compram", salienta Duarte Guerreiro.
Reservas para o Verão crescem 4%
"Temos algumas centenas de apartamentos onde fazemos exploração turística, ou arrendamento de curta duração. Estimo um aumento deste produto entre 2 e 3% no primeiro trimestre do ano, face a igual trimestre de 2011", prevê o administrador da mediadora algarvia, Garvetur, Reinaldo Teixeira.

"Neste momento as pessoas, que pensavam em vender, optam por arrendar e esperar pela melhoria do mercado. Como não há nova construção, esses proprietários esperam, no futuro, ter uma valorização dos seus imóveis. Assim, os proprietários que podem esperar, preferem colocar o imóvel no mercado de arrendamento e, assim, obter uma receita", confere ainda Reinaldo Teixeira. Aí entra o arrendamento de curta duração, preferencialmente escolhido por turistas estrangeiros que visitam o Algarve.
Apesar da crise financeira e económica e da instabilidade do futuro, há cada vez mais portugueses a preferir esta opção de hospedagem, ao tradicional hotel. "Há um aumento de 4% nas reservas para a época de Verão no Algarve", calcula Reinaldo Teixeira.
Palácio de Valada para turistas

Em Lisboa, um dos mais recentes projectos a aderir às estadias de curta duração é o Palácio de Valada e Azambuja, promovido pelo fundo Santa Casa 2004 e gerido pela Fundbox. Com a conclusão da recuperação do imóvel prevista para o próximo mês, a Fundbox vai avançar com o "arrendamento residencial de curta duração nos dez apartamentos, com tipologias entre T0 e T2, vocacionados para o segmento alto de turismo cultural e de lazer", anuncia o administrador da sociedade gestora, Joaquim Meirelles.

Portugueses e estrangeiros escolhem as estadias de curta duração preferencialmente nas pontes, Páscoa, Verão e final de ano, a preços muito variados, em função da tipologia escolhida.
O conhecido destino de Quarteira/Vilamoura oferece apartamentos entre uma e quatro assoalhadas, com preços que oscilam entre os 31 euros (T0) diários (duas pessoas) e os 56 euros (T3), para seis pessoas. "Se a marcação for com grande antecedência pode ter desconto de 10 a 15%. Se neste momento, as reservas para o Verão têm desconto de 20%, entre Junho e Setembro", conclui Reinaldo Teixeira.
in Economico

quinta-feira, 29 de março de 2012

Bancos voltam a emprestar dinheiro para a compra de casa

Pela primeira vez no espaço de um ano, os bancos portugueses aumentaram a concessão de crédito à habitação.
Pela primeira vez desde Março de 2011, os bancos aumentaram a carteira total de crédito à habitação, o que significa que, em Fevereiro, os novos empréstimos ultrapassaram o montante de amortizações. No entanto os números ontem divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE) estão ainda longe de sugerir uma inversão da tendência no que toca à concessão de crédito à economia. O total de empréstimos direccionados às empresas portuguesas voltou a cair no último mês, a par do comportamento verificado na restante zona euro, apesar de os bancos europeus terem sido auxiliados com mais de um bilião de euros nos últimos três meses.
Em Portugal, os bancos aumentaram em 432 milhões de euros o crédito total concedido às famílias portuguesas, 411 milhões dos quais via crédito à habitação. Algo que João Martins, director-geral da MaxFinance - o braço financeiro da ReMax - considera ser um fenómeno pontual e sustentado principalmente na venda de imóveis da própria banca. "Enquanto os bancos não resolverem os seus problemas de rácios de capital, o crédito à habitação não será uma prioridade", diz. Nota ainda que "apenas nos imóveis da banca está a existir uma enorme dinamização para vender". Já o total de crédito concedido às empresas voltou a cair em Fevereiro, em 315 milhões de euros, ainda assim menos do que o verificado nos dois meses anteriores, quando o corte na carteira de crédito superou os 2,5 mil milhões de euros.
Em Dezembro e Fevereiro, o BCE concedeu aos bancos 1,02 biliões de euros de liquidez a três anos, com objectivo de prevenir um ‘credit crunch' na zona euro. No entanto, ao invés de chegar à economia real, este capital tem sido fortemente utilizado na compra de dívida soberana e também de obrigações emitidas por bancos. Portugal não é excepção a esta conjuntura, com os bancos portugueses a aumentarem a sua exposição à dívida pública em 4,2 mil milhões de euros em Fevereiro - para um novo recorde de dívida pública nos balanços, superior a 29,8 mil milhões de euros - aos quais se somam mais 4,2 mil milhões de euros investidos em dívida emitida por bancos. Já para o financiamento às empresas, através da compra de títulos de dívida, foram reservados apenas 600 milhões de euros no último mês. 
Diário Económico

terça-feira, 27 de março de 2012

prestação da casa vai descer 7%

portugueses com crédito à habitação vão pagar menos pela prestação da casa
boas notícias para quem pediu dinheiro emprestado ao banco para comprar casa. segundo o jornal de negócios (jdn), a prestação vai descer 7% nos financiamentos com taxas variáveis de seis em seis meses, e pela segunda vez nos contratos de mais curto prazo. em causa está a queda da taxas de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação, que diminuiu 0,020 pontos percentuais em fevereiro face ao mês anterior, fixando-se em 2,687%
de acordo com o instituto nacional de estatística (ine), a queda da taxa de juro reflecte “a descida das taxas euribor observada nos últimos meses”. sublinhe-se, no entanto, que a taxa de juro em fevereiro ainda é superior, em 0,877 pontos percentuais, ao valor de junho de 2010, momento em que se verificou a taxa mais baixa da série (1,810%)

artigo publicado em jornal de negócios


quarta-feira, 21 de março de 2012

2012 trará boas oportunidades para comprar e arrendar imóveis


Apesar de não prever uma melhoria das condições do mercado imobiliário em 2012 e da continuação das dificuldades de obtenção de financiamento, a Jones Lang LaSalle considera que o ano trará boas oportunidades para a compra e arrendamento de imóveis em Portugal, revela a consultora imobiliária no seu relatório “Mercado Imobiliário 2011- Perspetivas 2012”.
O research, produzido pela Jones Lang LaSalle Portugal, tem uma periodicidade anual e apresenta um balanço dos principais segmentos do mercado imobiliário em 2011 e traça uma antevisão para o ano corrente.
De acordo com a Jones Lang LaSalle, o mercado oferece produtos imobiliários para investimento de excelente qualidade e a preços muito competitivos, gerando, portanto, expectativas de bons negócios para quem tem capitais próprios. Por outro lado, quer no setor dos escritórios quer no de retalho, existem espaços disponíveis com rendas bastante atrativas, que podem constituir ofertas muito interessantes para lojistas e empresas.
No seu relatório, a Jones Lang LaSalle sublinha que o mercado imobiliário deverá permanecer com níveis baixos de atividade nos diversos segmentos, tendo em conta as perspetivas de decréscimo do PIB, aumento do desemprego e consequente redução da capacidade de consumo, que afetam, direta e negativamente, o arrendamento de escritórios e as vendas de lojistas, conduzindo também a uma maior pressão sobre as rendas. A este contexto depressivo acrescem ainda as atuais dificuldades no acesso ao financiamento, que deverão manter-se e que impossibilitam, muitas vezes, a realização de transações principalmente no mercado de investimento imobiliário.
As previsões da consultora para 2012 apontam para que se mantenham os mesmos níveis de arrendamento de escritórios do que em 2011, persistindo a tendência de retração da procura e o domínio de operações sobretudo de downsizing. A consultora estima que os ocupantes continuem a deter um poder negocial prevalecente, renegociando as suas rendas e exigindo condições adicionais, como contribuições no fit out ou maiores períodos de carência.
Em 2011, o mercado de escritórios absorveu 87.650 m², sendo este o valor mais baixo dos últimos dez anos e dos quais cerca de 48% foi arrendado no último trimestre do ano. Processos de decisão mais prolongados, constrangimentos financeiros e resistência à mudança foram alguns fatores identificados pela Jones Lang LaSalle para esta performance.
O ano terminou com uma oferta disponível de 541.1143 m², equivalente a cerca de 12% do stock total de escritórios de Lisboa, avaliado em 4.509.040 m². Em 2011, foram inaugurados 59.947 m² de novos escritórios e para 2012 estão previstos 49.111 m² de novos espaços, dos quais 69% dizem respeito a promoção especulativa, i.e., sem arrendatários garantidos à partida. No que se refere à renda prime, o mercado de escritórios apresentou níveis estáveis em 2011, mas com tendência de descida ligeira no final do ano, fixando-se em 18,5€/m²mês, e dada a atual conjuntura é expectável que a pressão para descer continue a fazer-se sentir.
No que concerne o sector de retalho, a Jones Lang LaSalle refere que o número de inaugurações de novos equipamentos comerciais nos próximos quatro anos é bastante reduzido, podendo mesmo acontecer que alguns projetos previstos não avancem, quer por questões relacionadas com o financiamento bancário quer com a retração dos planos de expansão dos lojistas. A entrada de novos formatos e conceitos parece ser uma via alternativa para o crescimento deste mercado, ainda dominado pelo formato de centro comercial e no qual o comércio de rua tem vindo a conquistar uma crescente importância.
Em 2011, foram inaugurados apenas 5 equipamentos comerciais, um dos quais a ampliação de um espaço já existente, numa área bruta locável de 113.966 m², traduzindo um decréscimo de 48% face à média anual dos últimos dez anos (221.000 m² de abl). Afetado pela crise económica que se faz sentir em Portugal e pela redução no consumo, este setor colocou em stand by muitos projetos e apenas os que oferecem garantias de segurança inquestionáveis avançam.
O mercado, com um grau de maturidade e consolidação importante, tem previsto para 2012 apenas a abertura de 62.000 m², 80% dos quais concentrados no projeto Dolce Vita Braga. Em termos de rendas, apesar da estabilidade constante ao longo dos últimos 3 anos, o ano de 2011 deu algumas notas de mudança, com as rendas prime dos centros comerciais a evidenciar sinais de pressão em baixa. Em contra-ciclo, está o mercado de comércio de rua, que verificou uma ligeira subida da renda prime, situada agora nos 85€/m²/mês. Este segmento apresenta uma atividade dinâmica e um crescimento baseado numa oferta diferenciada e de qualidade.
No entanto, de acordo com a consultora, para que este formato mantenha o seu dinamismo, não obstante a conjuntura económica, será necessário atuar a nível da reabilitação das cidades, mas também na formulação de novas estratégias de venda e maior criatividade, para capitalizar os níveis de procura que se têm gerado.
O mercado de investimento, por seu turno, deverá continuar a ser palco de operações cirúrgicas por parte de um número seleto de investidores, mas apenas para imóveis bem localizados, com bons inquilinos e com bons contratos de arrendamento. Os investidores privados e os family offices serão os investidores mais ativos, posicionando-se na linha da frente porque não têm necessidade de recorrer a financiamento, mas algumas entidades institucionais, por exemplo ligadas ao setor bancário, podem também desempenhar um papel importante, nomeadamente na realização de operações de sale&leaseback para poderem cumprir os rácios de solvabilidade.
Em 2011, a falta de liquidez e de confiança dos investidores, bem como a instabilidade económica e política do país, foram fatores decisivos para afastar os investidores internacionais do mercado português, que movimentou apenas 200 milhões de euros em investimento imobiliário no total do ano. As estimativas são para que os níveis de transação se mantenham em 2012, dadas as restrições no acesso ao financiamento, e que as yields continuem a apresentar uma tendência de subida, tal como em 2011, ano em que todos os setores registaram acréscimos entre 25 e 75 pontos base nas yields praticadas.
Recorde-se que em 2011, os escritórios concentraram a maior atenção dos investidores, com 82 milhões de euros transaccionados. As cinco maiores operações de investimento oscilaram entre os 42 milhões e os 16 milhões de euros.
Fonte: JLL
Data: 20/03/2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Preços revistos em baixa. Nunca foi tão rentável comprar casa

“Esta será seguramente a melhor altura, dos últimos 15 anos, para quem queira comprar casa”, afirma o director-geral da ERA



Os preços dos imóveis em Lisboa e Porto continuam a ser revistos em baixa, de acordo com o Sistema de Informação Residencial (SIR) da Confidencial Imobiliário. As previsões são para que assim continuem pelo menos até ao final do próximo ano, avisa o director da Confidencial Imobiliário (CI), Ricardo Guimarães.
Os últimos dados disponíveis revelam que entre o 1.o e o 3.o trimestre de 2011, a taxa de revisão (variação trimestral nos valores de oferta) de preços de fogos novos no Porto passou de -3% para -6%. No caso da habitação usada o agravamento foi de 1%, fixando-se no final do 3.o trimestre em -7%. Em Lisboa, durante o mesmo período, a taxa de revisão no caso dos fogos usados situou-se nos -7% e de -6% nos novos.
No que diz respeito às taxas de desconto (comparação entre o preço final de venda e o último valor de oferta no mercado) aplicado pelos promotores e proprietários no momento da venda, nota-se uma melhoria para os fogos novos na área metropolitana do Porto, entre o 1.o e o 3.o trimestre de 2011, passando de -6% para -5%. Quanto à habitação usada, a taxa de desconto manteve-se inalterada, fixando--se em -6%. Em Lisboa, os valores situam--se entre os 5% para os fogos novos e os 6% para os fogos usados.
A revisão dos preços em baixa é uma realidade incontornável, provocada pelo actual contexto económico, esclarece o director-geral da ERA, Miguel Poisson. “É expectável continuar a registar-se uma queda nos preços de compra e venda de habitação. Esta é seguramente a melhor altura, dos últimos 15 anos, para quem queira comprar casa, pois pode ter a certeza que está a fazer um bom negócio.”
Contudo, o director da Confidencial Imobiliário lembra que ainda existem fortes restrições no financiamento à compra e um volume elevado de imóveis disponíveis no mercado quer novos quer usados, portanto a pressão está muito maior do lado da oferta e a procura muito condicionada. Poisson concorda e acrescenta que para inverter essa tendência, em grande parte provocada pelas medidas da troika, é importante que os bancos comecem a libertar verba para promover o dinamismo do sector. “Tudo indica que o capital seja cada vez mais caro e de curto prazo. Estima-se que em 2012 o número de transacções efectuadas seja de 110 mil, menos 10 mil que o ano passado.”
A libertação de capital por parte dos bancos parece utópica. “Acho que isso vai ser a última coisa a acontecer. A intervenção da banca passará por colocar no mercado os imóveis penhorados, resultado do malparado”, conclui Ricardo Guimarães.
O responsável da agência residencial da CBRE, João Nuno Magalhães, lembra que uma das possíveis soluções para o desenvolvimento do parque habitacional de Lisboa e Porto passa por dar vida e juventude aos centros históricos, oferecendo imóveis fruto de reabilitação urbana, mas com custos controlados para que sejam absorvidos pela população mais jovem. Para isso, é necessário desburocratizar os processos camarários, no que diz respeito à celeridade de aprovação de projectos, quer de grandes projectos em edifícios de grandes dimensões, quer de pequenos investimentos, de forma a que se consiga captar o interesse de investidores portugueses e estrangeiros.
Por Solange Sousa Mendes, publicado em 12 Mar 2012
Jornal i

quarta-feira, 7 de março de 2012

Setor da construção e imobiliário pode perder 12 mil empresas este ano

O setor da construção e do imobiliário pode perder 12 mil empresas este ano, afirmou hoje, no Parlamento, o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), Reis Campos.

"Em 2012, podemos perder mais de 12 mil empresas", disse Reis Campos, sublinhando que o setor vive uma situação de "asfixia financeira".
"As empresas não aguentam um Estado que não paga as suas dívidas e uma banca que não lhes concede crédito", afirmou o presidente da AICCOPN, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas, no âmbito de um requerimento apresentado pelo PCP.
De acordo com Reis Campos, a dívida do Estado ao setor ascende a 1,3 mil milhões de euros. O setor da construção e do imobiliário está a perder, em média, "14 empresas por dia e cerca de 360 trabalhadores".
Ainda no âmbito laboral, o presidente da AICCOPN disse que, "numa década, o setor perdeu 283 mil postos de trabalho", dos quais 84 mil em 2011.
O responsável salientou que "a construção e o imobiliário atravessam a pior crise de que há memória", referindo que, "a partir de março/abril, o setor não tem encomendas, nem públicas, nem privadas".
Reis Campos voltou a insistir na necessidade de o Governo definir estratégias e prioridades para o investimento, destacando a "necessidade de utilizar os 13 mil milhões de euros de verbas comunitárias".
Além de Reis Campos, está também a ser ouvido na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas o presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), Ricardo Pedrosa Gomes, que disse que, "daqui a dois anos, [o setor enfrentará] num panorama francamente pior".
Ricardo Pedrosa Gomes reafirmou ainda que, "até meio deste ano, o setor da construção vai acrescentar 60 mil desempregados às estatísticas", caso não haja continuidade no programa Parque Escolar.

terça-feira, 6 de março de 2012

Investimento Imobiliário Global – escassez de liquidez, subida da inflação e instabilidade política não travam retoma do mercado

Segundo dados da consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W), os mercados de investimento imobiliário a nível mundial registaram no ano passado uma performance acima das expetativas.

Todas as regiões verificaram uma procura de ativos imobiliários acima do esperado, mas sempre com especial enfoque nos imóveis prime e com menor risco. Esta maior atividade foi sentida essencialmente no 1º semestre do ano, no qual se verificou uma subida considerável face ao volume de investimento transacionado em igual período de 2010. No 2º semestre, o volume de ativos transacionados foi ligeiramente inferior ao verificado de Julho a Dezembro de 2010, causado pela aversão ao risco da grande maioria dos investidores. A evolução menos favorável das principais economias mundiais, a crise da dívida pública e a instabilidade politica sentida em particular na Europa, foram as principais razões para esta quebra no investimento.
Os volumes de transações registaram uma quebra de 7% entre o primeiro e o segundo semestre de 2011, com os mercados emergentes, após um bom início de ano, a registarem as maiores perdas. Em oposição, os mercados maduros verificaram um aumento no volume de transações de 21%, detendo em 2011 60% da quota de mercado global, em comparação com os 56% de 2010.
Esta redução da atividade sentida no 2º semestre não afetou os valores de mercado ao nível global. A forte procura sentida no início do ano, associada a uma oferta limitada de ativos prime, resultou numa contração das prime yields em vários mercados. A média global desceu 20 pontos-base, para 7,35%, com o continente americano a registar a maior contração, 31 pontos-base, liderada pelos Estados Unidos da América. Seguiu-se a Ásia, com uma descida de 19 pontos-base e a Região EMEA com menos 8 pontos-base nas yields de referência. Na Europa Central e de Leste registou-se uma descida média de 40 pontos-base, em oposição a Europa Ocidental que corrigiu em apenas 2 pontos-base.
Em Portugal, a evolução da atividade de investimento foi claramente oposta à sentida ao nível global. 2011foi marcado pelo mais baixo volume de investimento desde a entrada na Zona Euro – apenas €284 milhões em ativos foram transacionados, dos quais cerca de €200 milhões correspondem a investimento no setor comercial.
O diferencial entre investimento nacional e estrangeiro acentuou-se, com o peso do segundo a cifrar-se nos 15%, representando uma importante quebra face à média da última década de 46%. Os negócios de pequena dimensão continuaram a marcar a atividade do setor, com o valor médio por transação a diminuir uma vez mais, fechando nos 6,2 milhões de euros, 40% abaixo da média de 2010 e 62% abaixo da década passada.
A degradação do mercado de investimento nacional conduziu a uma nova subida das yields prime, em linha com a tendência verificada desde 2008.
Comparativamente com o final de 2010 foram observadas subidas que variaram entre os 75 pontos base no segmento de escritórios e os 200 nos retail parks. No final de 2011 as yields prime situavam-se nos 7,75% para centros comerciais e escritórios e nos 9,5% para industrial.
Para este ano antecipa-se uma maior atividade de investimento, tendo em conta a necessidade cada vez maior por parte de alguns proprietários em realizar a venda dos seus ativos. Esta pressão poderá continuar a afetar os preços, com uma aproximação cada vez maior entre o retorno líquido dos imóveis e o seu risco implícito. O diferencial entre a procura consistente por produtos prime e escassa por produtos secundários deverá continuar a acentuar-se, sendo expetável que o principal móbil dos investidores seja a qualidade do produto e a sua localização, independentemente do setor. No que se refere ao investimento estrangeiro, existe um leque de investidores a estudar o mercado português, reconhecendo que ele oferece hoje produtos de primeira linha com retornos substancialmente maiores do que aqueles obtidos nos mercados maduros, sendo por isso provável que durante este ano seja canalizado um maior volume de capitais estrangeiros para o mercado imobiliário em Portugal.
Fonte: C&W
Data: 06/03/2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

Mediadoras descobrem novos negócios para fugir à crise

Imobiliárias estão no "olho do furacão" da crise. Se, a montante, a construção ergue menos casas, a jusante a banca dá menos crédito para as comprar. Mas há um lado B do fenómeno que está a resistir

A Remax quer ter 40% do mercado de mediação, a Era contrata 1.500 novos colaboradores, e a Century 21 prevê o crescimento do volume de negócios depois de se fundir com a Fita Métrica. Em teoria estes não seriam os números de um mercado em retracção, mas no sector imobiliário há um lado A e um lado B da crise, e as líderes de mercado parecem estar a passar pela convulsão no sector.



Uma primeira justificação deve-se ao potencial de crescimento desta actividade, que ainda não está esgotado. "Há um mercado em plena profissionalização, e as pessoas recorrem cada vez mais aos profissionais. Isto quer dizer que apesar das transacções caírem desde 2005, esta quebra é compensada por uma fatia maior de mercado acessível às nossas agências", revela ao Negócios o director-geral da Era Portugal, Miguel Poisson.



O administrador para a Península Ibérica da Century 21, Ricardo Sousa, sublinha que a "mediação imobiliária vale 50% e podemos conquistar quota ao mercado mais amador". "É o contrasenso que permite às empresas mais estruturadas poder continuar a crescer", acrescenta.



Banca dinamiza oferta



Num ano em que o Investidor Privado se retraiu na compra e o número de transacções caiu, a banca aparou a queda. Não com a libertação de crédito, mas com a colocação de casas provenientes de dações ou execuções judiciais. Mais baratas e com condições de financiamentos mais facilitadas. As três líderes de mercado assumem a importância deste fenómeno. "Está-nos a ajudar muito. Vendemos oito imóveis por mês, apesar de não estarem em muito boas condições", enfatiza a directora-geral da Remax, Beatriz Rubio.



Na Century 21, este segmento "já mereceu a criação de equipas especializadas para o tratamento dos negócios com a banca. É cada vez mais importante, não só pela oferta, mas também pela vantagem competitiva face a outros imóveis", sublinha o administrador, Ricardo Sousa.



Os novos negócios das mediadoras, que entram agora na gestão do financiamento e do arrendamento, são vistos pelas empresas como tendo grande potencial para fugir à crise. Há quem defenda que diminuição do rendimento disponível das famílias levará a um redimensionamento da casa em que vivem e consequentemente estimulará as transacções.



Luta pela liderança com falta de dados



A disputa de liderança entre a Era e a Remax continua ao rubro. Ambas reclamam o estatuto, ao mesmo tempo que assumem a falta de dados estatísticos credíveis. "O nosso objectivo é de duplicar a quota de mercado, que é de 10%", afirma Poisson. Mas a Remax também quer duplicar a quota até 2014? "Temos de fugir a esses números. Para serem colocados na comunicação social é preciso ética e é necessário uma instituição independente que fizesse esse controlo", responde.



Já Rubio defende que a percentagem do mercado deverá ser contabilizada apenas pelas "vendas", senão é "batota". "O número de transacções totais está a descer e se continuarmos com o mesmo nível de vendas conseguiremos atingir os 40% de quota", explica. 

Negócios Online